Fitch mantém nota do Brasil em ‘BBB’ com perspectiva estável

SÃO PAULO, 25 Out 2011 (AFP) -A agência de classificação de crédito, Fitch Ratings, manteve a nota do Brasil em “BBB”, com perspectiva estável, informou nesta terça-feira em comunicado.

A nota da dívida do Brasil está baseada em suas sólidas reservas internacionais, seu status de credor externo, a flexibilidade de sua política macroeconômica e um sistema bancário saudável, disse a firma.

“Estes pontos fortes permitirão que o Brasil atravesse um período de maior volatilidade financeira internacional”, diz o texto.

Contudo, a Fitch aponta uma “notável desaceleração do crescimento em 2011″ devido a suas políticas monetária e fiscal. No próximo ano, o crescimento será afetado pela crise nos mercados internacionais.

O Brasil cresceu 7,5% em 2010, e o governo estima que este ano a economia se ampliará em 3,5%.

Em junho, a agência Moody’s Investors Service havia aumentado a nota do Brasil de “Baa3″ para “Baa2″, ressaltando a credibilidade de sua luta contra o endividamento.

 

Fonte: AFP

Agência de risco Moody’s rebaixa dívida da Itália em três níveis

A agência de classificação de risco Moody’s rebaixou nesta terça-feira (8) a classificação soberana da Itália em três níveis, afirmando ver um “aumento concreto” nos custos de financiamento para países da zona do euro com elevadas cargas de dívida.

A Moody’s cortou o rating da Itália para “A2″, ante “Aa2″ e manteve a perspectiva negativa, sinal de que mais rebaixamentos são possíveis dentro de dois anos. A ação conclui a revisão do rating iniciado em junho deste ano.

As agências de classificação de risco, que dão notas para países, empresas e negócios, determinando sua suposta credibilidade financeira, foram muito criticadas por terem falhado na crise global de 2008/2009.

Elas deram boas notas para operações de vendas de hipotecas imobiliárias nos EUA que afundaram bancos e investidores e geraram a grande crise financeira.

O rating, ou classificação de risco, refere-se ao mecanismo de classificação da qualidade de crédito de uma empresa, um país, um título ou uma operação financeira.

Ele busca mensurar a probabilidade de calote de obrigações financeiras, ou seja, o não-pagamento, incluindo-se atrasos e ou falta efetiva do pagamento. O rating é um instrumento relevante para o mercado, uma vez que fornece aos potenciais credores uma opinião supostamente independente a respeito do risco de crédito do objeto analisado.

Preocupações com a Itália

Entre os fatores que levaram a agência a rebaixar a nota está o aumento dos riscos de financiamento de longo prazo para os países da zona do euro com alto nível de dívida pública, caso da Itália. Outro ponto de preocupação é o enfraquecimento da economia italiana devido às deficiências macroeconômicas estruturais e uma perspectiva de desaceleração mundial.

Devido às incertezas econômicas e políticas enfrentadas pelo país, a Moody’s ressalta também os riscos de implementação e o tempo necessário para alcançar as metas fiscais para reverter a tendência adversa de crescimento da dívida pública italiana.

“A perspectiva negativa reflete os riscos econômicos e financeiros em curso na Itália e na área do euro. O ambiente de mercado incerto e o risco de uma maior deterioração do sentimento dos investidores poderá limitar o acesso do país aos mercados de dívida pública”, diz o comunicado da agência.

Segundo a Moody’s, se esses riscos se materializarem e se a disponibilidade das fontes externas de liquidez de longo prazo continuarem incertas, o rating do país poderá se rebaixado para níveis de classificação “substancialmente” mais baixos.

Em meados do mês passado, a Standard and Poor’s (S&P) já havia rebaixado o rating de crédito soberano da Itália para “A”, também com perspectiva negativa.

Brasil está a anos de distância de “A”, diz Moody’s

Mais cedo, um analista da Moody’s afirmou que a transparência e o rigor fiscal podem ajudar o Brasil a subir de nível nos ratings soberanos, mas uma eventual mudança para “A” ainda está a anos de distância.

“O Brasil terá de criar uma nova trajetória” para sair de níveis mais baixos de investimento para notas superiores, disse Mauro Leos, analista para o Brasil da agência de classificação de risco Moody’s Investors Service.

 

Fonte: Uol Economia

Aumento da Safra do Café

Análise fundamentalista

Ontem o café fechou com forte queda na bolsa de Nova York devido ao aumento das chuvas que deve fortalecer o florescimento dos pés de café no Brasil. Segundo a Cecafé a produção da safra 2012/13 pode bater um recorde e atingir 58 milhões de sacas, maior que a de 2011/12 que será entre 46 e 47 milhões de sacas.

 

Análise técnica

Após dois dias de alta, o café teve forte queda e inverteu seu início de tendência.Ainda sem força para quebra do suporte a 230.59, se faz necessário aguardar quebra e consolidação para buscar lucros. Após quebra desse suporte, target a 221.11.

Selic, Ações, Commodities, Europa, dólar, INCC e outros destaques

Operadores apostam que BC fará maior corte da Selic em 2 ano

Operadores do mercado de renda fixa apostam que o Banco Central vai fazer em outubro o maior corte do juro básico em dois anos para proteger a economia brasileira da crise na Europa. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro com vencimento em novembro caiu 64 pontos-base nos últimos 30 dias para 11,59 por cento.
Ações e commodities sobem com Europa, dólar cai

As bolsas sobem, lideradas por bancos europeus, com especulações sobre um acordo para solução da crise, enquanto líderes da Alemanha e Grécia se encontram hoje. Commodities como petróleo e cobre sobem. O dólar e o iene caem contra as moedas de países emergentes. No Brasil saem hoje índices de Custo da Construção e Confiança do Consumidor. Nos Estados Unidos, saem dados de confiança, atividade e preços de imóveis.
INCC no Brasil, confiança e CaseShiller nos EUA

A Fundação Getulio Vargas divulga o Índice Nacional de Custo da Construção e o seu Índice de Confiança do Consumidor, ambos referentes a setembro. Nos Estados Unidos, o grupo de pesquisas Conference Board divulga a confiança do consumidor, o escritório regional de Richmond do banco central americano divulga o índice de atividade das manufaturas.
Sucesso econômico patina com dívidas que Dilma herdou de Lula

Numa fria noite de julho, a presidente Dilma Rousseff oferece um coquetel a 50 líderes da coalizão, diz a revista Bloomberg Markets em sua edição de novembro. Ao pé de uma escadaria coberta com tapete vermelho no Palácio da Alvorada, onde mora com a mãe e a tia, Dilma diz ao grupo que esta é a melhor época para o Brasil, segundo quatro pessoas presentes.
Vale amplia em US$ 1 bi para US$ 9 bi os dividendos em 2011

A Vale SA pretende ampliar o pagamento de dividendos este ano em mais US$ 1 bilhão para US$ 9 bilhões, três vezes o valor do ano passado, disse a companhia em comunicado por e-mail ontem. O aumento ainda depende de aprovação do Conselho de Administração da empresa, segundo o e- mail.
Cosan renova recompra de até US$ 100 mi em ações até julho/2012

A Cosan Ltd, empresa do grupo da Cosan SA Indústria e Comércio, disse em comunicado ontem que renovou seu programa de recompra de ações ordinárias no valor de até US$ 100 milhões para até 4 de julho de 2012.
Santander revisa recomendações para setores de ações do Brasil

As ações brasileiras de empresas prestadoras de serviços públicos, transporte, telecomunicações, mídia e tecnologia tiveram suas recomendações melhoradas pelo Banco Santander SA, que disse querer proteger sua carteira recomendada contra o risco de desaceleração do crescimento global e doméstico. A instituição reduziu suas recomendações para mineração, celulose e produtos florestais, instituições financeiras e construtoras.
JPMorgan: Receio com inflação pode levar governo a suspender IOF

São “relativamente altas” as chances de o governo remover o Imposto sobre Operações Financeiras, disse Julio Callegari, que administra R$ 4,3 bilhões como chefe de renda fixa do JPMorgan Asset Management no Brasil. “A mensagem importante é que se o real se desvalorizar muito rapidamente, e mais do que a queda dos preços das commodities, há um risco para a inflação”, disse Callegari em entrevista hoje.
Petrobras identifica vazamento de dióxido de carbono na P-35

A Petróleo Brasileiro SA disse em comunicado por e-mail que detectou presença de dióxido de carbono em alguns pontos da plataforma-navio P-35, em Marlim, na Bacia de Campos. O alojamento da P-35 foi desocupado e vinte e duas pessoas foram levadas a um hospital em Macaé, disse a Petrobras. “A produção não foi interrompida em nenhum momento”, disse a Petrobras no comunicado.

Fonte: Bloomberg

Governo vê investimentos futuros como motivo de alta do dólar

O governo atribui a alta do dólar à corrida de investidores no mercado futuro, no qual são negociados contratos de câmbio, para liquidar as apostas feitas anteriormente na queda da moeda.

A Folha apurou que a avaliação é que não há necessidade de vender, neste momento, os dólares das reservas internacionais, pois não há falta de moeda.

Para o governo, o problema no mercado futuro que puxa o dólar para cima e se esgotará em poucos dias.

Isso não significa, porém, que o dólar voltará a ficar abaixo de R$ 1,60. Para reduzir a pressão sobre o mercado futuro, o Banco Central anunciou antecipadamente que não irá rolar quase US$ 2 bilhões em contratos que vencem no dia 1º de outubro.

A entrada de dólar no país despencou de US$ 2,8 bilhões, há duas semanas, para US$ 395 milhões na semana passada, mas o governo avalia que isso não foi determinante para as cotações.

Ontem, a moeda americana foi negociada por R$ 1,862 no mercado de câmbio doméstico, em uma forte alta de 4%.

Há 15 meses o mercado de câmbio doméstico não negociava o dólar a preços tão altos como os vistos na sessão na quarta-feira.

Fonte: Folha de São Paulo