EUA barram suco de laranja brasileiro por causa de fungicida

WASHINGTON, 2 Fev (Reuters) – Inspetores dos Estados Unidos impediram o desembarque de 20 cargas de suco de laranja no país – sendo 11 delas procedentes do Brasil, maior produtor mundial – por conterem traços de um fungicida proibido, disse o governo norte-americano na quinta-feira.

Desde que começaram as inspeções à procura de traços do fungicida carbendazim, 86 carregamentos foram examinados, e 46 foram liberados. Os resultados de outros 20 estão pendentes.

“Com base em todos os resultados que vimos até agora, continuamos confiantes de que o suco de laranja nos Estados Unidos pode ser consumido sem preocupações com a segurança devido à possível presença desses resíduos”, disse a Administração de Alimentos e Drogas (FDA, na sigla em inglês) em um relatório semanal.

O preço do suco de laranja concentrado e congelado no mercado futuro tem oscilado muito por causa de incertezas sobre a possibilidade de que a FDA proíba a importação de suco brasileiro.

O Brasil é o maior exportador mundial do suco concentrado e congelado, e os EUA são os maiores importadores. O suco brasileiro representa um décimo de todo o consumo norte-americano.

Além das 11 cargas brasileiras, foram barradas também nove do Canadá. Os carregamentos liberados incluem um do Brasil, 21 do México e 14 do Canadá.

A FDA disse que não houve mudança nos seus padrões para a presença de resíduos no suco de laranja. A agência proíbe a entrada de carregamentos que contenham pelo menos 10 partes por bilhão de carbendazim.

 

Fonte: Reuters

Dados positivos animam economia e trazem alta ao S&P

Análise fundamentalista

Dados positivos na economia animam o mercado e elevam as cotações dos índices acionários. O S&P, fechou com alta de 2,98% com notícias sobre a melhora na construção de casas nos EUA e com dados sobre a melhora na confiança do consumidor na economia da Alemanha.

Esses dados mostram um aquecimento na economia e consequente alta nas cotações.

 

Análise técnica

A forte alta de ontem trouxe uma pequena mudança na tendência de mercado com a quebra da figura do triângulo. Mercado com resistência na quebra da linha a 1239.79, deve ganhar mais força hoje. Possível target a 1259.32.

Petróleo: barril sobe mais de 3 dólares em Nova York

NOVA YORK, 20 dez 2011 (AFP) -Os preços do petróleo subiram nesta terça-feira, em Nova York, impulsionados por indicadores econômicos positivos na Europa e nos Estados Unidos, mas também devido ao mal-estar dos operadores em relação ao conflito por causa do programa nuclear iraniano.

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do “light sweet crude” para entrega em janeiro fechou a 97,22 dólares, uma alta de 3,34 dólares em relação ao fechamento anterior.

“As preocupações geopolíticas persistem, mas o verdadeiro elemento que desencadeou a alta de hoje (terça-feira) foram os indicadores econômicos”, estimou Matt Smith, do Summit Energy (grupo Schneider Electric).

“Observamos boas estatísticas na Europa, uma emissão de dívida com bons resultados e bons dados nos Estados Unidos em comparação às previsões. Isso confirma que há sinais de recuperação nos Estados Unidos”, explicou.

Os dados referentes ao setor da construção de residências nos Estados Unidos melhoraram fortemente em novembro, ao registrar um aumento de 9,3% de obras novas em relação a outubro.

Os investidores também viram com bons olhos o inesperado progresso das informações provenientes da zona do euro: uma alta do índice Ifo na Alemanha para 107,2 pontos e uma bem sucedida colocação de títulos da dívida da Espanha. Madri conseguiu vender 5,640 bilhões de euros em bônus a 3 e 6 meses, reduzindo a um terço os juros pagos na emissão precedente.

Estes dados da economia contribuíram para a alta de preços, reconheceu Andy Lipow, da Lipow Oil Associates.

“Mas, fora isso, o mercado está inquieto por causa da oferta de petróleo do Irã, sobretudo se a União Europeia proibir as compras de petróleo iraniano”, indicou o analista.

 

Fonte: AFP

Standard and Poor’s prevê recessão na eurozona e reativação nos EUA

A agência de classificação de risco Standard and Poor’s prevê uma “leve recuperação” nos Estados Unidos e uma “ligeira recessão” na zona do euro em 2012, ano em que as economias seguirão sob o espectro da dívida pública. “Uma leve reativação econômica seguirá provavelmente nos Estados Unidos, enquanto uma ligeira recessão deverá persistir na Europa”, estimou a agência nesta quarta-feira (13) em seu boletim sobre “as perspectivas de crédito no mundo em 2012″.

S&P não deu números concretos, mas situou em 35% a probabilidade de os Estados Unidos entrarem em recessão, e espera uma taxa diretriz do Banco Central Europeu de 0,5% até o final do ano, contra a atual 1%. “A incapacidade de se solucionar os problemas da dívida pública na Europa e nos Estados Unidos poderá provocar uma crise mais pronunciada. O setor imobiliário, o emprego e o ânimo dos consumidores seguem sendo as questões mais inquietantes para as economias desenvolvidas”.

Segundo o economista chefe da S&P para a Europa, Jean-Michel Six, “o setor manufatureiro já está em processo de contração na maioria dos países europeus no contexto do enfraquecimento da demanda dos mercados emergentes e da cautela entre os consumidores”. “Observamos, uma vez mais, o aumento da taxa de poupança em toda a região, devido à incerteza nos mercados financeiros e a fatores políticos. As famílias estão ficando nervosas com a possibilidade de que a crise dure muito tempo e ocorra algo mais dramático”, explicou o economista.

 

Fonte: AFP

Fitch reduz a perspectiva da nota ‘AAA’ dos EUA para ‘negativa’

WASHINGTON, 28 Nov 2011 (AFP) -A agência classificadora Fitch manteve nesta terça-feira a nota máxima ‘triplo A’ da dívida soberana dos Estados Unidos, mas reduziu sua perspectiva para “negativa”, ante uma projeção de crescimento anêmico e altos níveis de endividamento, disse a empresa.

A Fitch reconheceu que os Estados Unidos mantém “fundamentos econômicos e creditícios fortes”, mas disse possuir cada vez menos confiança na possibilidade de que a primeira potência mundial adote “as medidas orçamentárias necessárias para por às finanças públicas em um caminho viável”.

Segundo a agência, a dificuldade de um consenso amplo na forma de reduzir o déficit orçamentário Federal dos Estados Unidos não apresenta sinais de melhora.

“Um acordo sobre um plano de redução a médio prazo que estabilize a dívida pública na segunda metade da década reduziria a pressão sobre a nota dos Estados Unidos”, disse a Fitch.

A Fitch era a última das três grandes agências de classificação que mantinha o “triplo A” com perspectiva positiva para os Estados Unidos. Standard and Poor’s reduziu em um nível a nota em agosto, a    Para a Fitch, há atualmente “uma possibilidade ligeiramente superior a 50% de que a nota seja reduzida nos próximos dois anos”.

Hoje, as três agências apresentam o mesmo diagnóstico: os Estados Unidos não têm problema algum para financiar seu déficit nos mercados da dívida, mas permite que este déficit cresça a níveis potencialmente perigosos.

Colleen Murray, porta-voz do departamento do Tesouro, disse à AFP que a decisão da Fitch é “uma lembrança da necessidade de que o Congresso reduza o déficit de longo prazo de forma equilibrada”.

De imediato, na ausência de um Congresso capaz de tomar medidas para aumentar a arrecadação e reduzir os gastos, o governo pode contar com o fato de que as taxas de juros que os Estados Unidos pagam estão entre as mais baixas do planeta.

O Tesouro emitiu nesta segunda-feira papéis da dívida a três meses a taxas entre 0 e 0,03%, e de seis meses a taxas de entre 0,04 e 0,07%.

As últimas emissões da dívida americana “foram sólidas, mas com um débil volume de intercâmbio, no momento em que os problemas europeus, em especial o futuro do euro, ajudaram o dólar e por tabela os bônus do Tesouro americano”, destacaram os analistas.

 

Fonte: AFP