FMI aprova 28 bilhões de euros em resgate à Grécia

O Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou nesta quinta-feira (15) um resgate de 28 bilhões de euros à Grécia, como parte de um segundo pacote internacional de resgate para a nação atolada em dívidas.

Desse total, 1,65 bilhão de euros serão liberados imediatamente a Atenas. A decisão já era aguardada para hoje.

Ontem, os países-membros da zona do euro autorizaram o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF, na sigla em inglês) a liberar um montante de 39,4 bilhões de euros, que será dividido em cinco parcelas.

O segundo resgate grego atinge 130 bilhões de euros e, após o bem-sucedida “calote negociado” entre o governo grego e os credores privados, Atenas poderá reduzir sua dívida dos atuais 160% para 117% de seu Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 –abaixo do percentual de 120,5% previsto inicialmente pelos parceiros internacionais.

Os cálculos são da troika, formada pela Comissão Europeia, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Central Europeu.

Fonte: UOL Economia

FMI avança para reforçar poder dos emergentes

WASHINGTON, EUA, 7 Mar 2012 (AFP) – Os grandes países do Fundo Monetário Internacional avançaram nesta quarta-feira na definição de uma reforma que dará maior peso aos países emergentes dentro da instituição, revelou uma fonte ligada ao Conselho de Administração do FMI.

A fonte disse à AFP que durante uma discussão preliminar sobre o tema, os principais membros do FMI acertaram as bases de um novo modo de cálculo das cotas e dos direitos de votação na instituição, restando apenas os detalhes e a redação do texto.

Os progressos foram tão importantes que as divergências entre os países ricos e emergentes poderão ser superadas muito rapidamente, sem a necessidade de longas negociações, como se previa inicialmente, destacou a fonte.

Os países integrantes do FMI se comprometeram a modificar a fórmula matemática de cálculo das cotas e do direito de voto antes do prazo de janeiro de 2013.

Segundo a fonte ligada ao Conselho do FMI, o administrador brasileiro Paulo Nogueira Batista apresentou propostas que foram favoravelmente acolhidas por seus principais pares.

Brasília vincula a solução deste tema ao aumento de sua contribuição aos recursos financeiros do FMI, algo que os europeos defendem.

A presidente Dilma Rousseff disse na terça-feira, durante sua visita a cidade alemã de Hannover, que os países emergentes estão “de acordo em participar do aumento dos recursos do FMI”, mas em troca desejam uma maior participação nas estruturas da instituição.

O FMI anunciou em janeiro que planeja aumentar sua capacidade de crédito em 500 bilhões de dólares para enfrentar a crise da zona do euro e suas consequências no restante do mundo.

Até o momento, apenas a zona do euro aceitou participar da operação do Fundo, prometendo 150 bilhões de euros (197 bilhões de dólares).

 

Fonte: AFP

Grécia aprova pacote de austeridade em meio a protestos; cem ficam feridos

O Parlamento da Grécia aprovou nesta segunda-feira (13) um impopular pacote de medidas de austeridade, que prevê profundos cortes em salários, pensões e de emprego. O “sacrifício” é exigido para garantir um empréstimo internacional de 130 bilhões de euros e evitar a quebra do país.

A decisão ocorreu em meio a uma onda de revolta popular. Cinemas, cafés, shoppings e bancos eram vistos em chamas na região central de Atenas, e manifestantes com máscaras pretas enfrentavam a polícia do lado de fora do Parlamento.

A polícia informou que 150 lojas foram saqueadas e 48 prédios incendiados na capital. Cerca de cem pessoas, incluindo 68 policiais, ficaram feridas e 130 foram presas.

Houve também violência em outras cidades, incluindo Salônica, a segunda maior do país, e as ilhas de Corfu e Creta, disse uma autoridade, que não quis identificar-se.

O primeiro-ministro, Lucas Papademos, fez um apelo à “calma” e disse que não permitirá o caos.

O projeto prevê a redução de 22% do salário mínimo (32% para os jovens de menos de 25 anos), a supressão de 15.000 empregos públicos e novos cortes de pensões.

A Grécia precisa de financiamentos internacionais antes de 20 de março, para pagar 14,5 bilhões de euros em dívidas e evitar um calote que poderá sacudir toda a zona do euro. A ajuda será concedida por Comissão Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI).

A rebelião e a violência nas ruas dão uma prévia dos problemas que o governo grego enfrenta para implementar os cortes, que incluem uma redução de 22% no salário mínimo –um pacote que, segundo críticos, condena a economia a se afundar numa espiral de baixa ainda mais profunda.

Segunda-feira de contar prejuízo

Moradores e funcionários municipais de Atenas se voltavam nesta segunda-feira para a remoção de pedras, destroços e vidros estilhaçados das ruas da cidade.

Os bombeiros jogavam água nos destroços de prédios incendiados por jovens encapuzados durante os protestos do dia anterior.

Segundo a imprensa grega, 48 edifícios arderam total ou parcialmente, entre sedes bancárias, grandes lojas e galerias comerciais.

A perda mais sentida é provavelmente a do cinema Attikon, construído em 1881 num belo edifício neoclássico, que queimou durante horas alimentado pelos coquetéis molotov e o material inflamável das poltronas e dos velhos rolos de filmes.

Outro cinema também pegou fogo, o ASTY, que pagou o preço por no passado ter sido um centro de torturas da Gestapo durante a ocupação alemã na Segunda Guerra Mundial. Um lugar simbólico numa sociedade que se sente oprimida pelas pressões da Alemanha da chanceler Angela Merkel.

Cerca de 150 estabelecimentos comerciais foram saqueados e seus proprietários se esforçavam para limpar os destroços e os vidros quebrados, no início de uma semana que deverá produzir uma nova dor de cabeça para as seguradoras.

Apesar da situação econômica crítica do país, a prefeitura de Atenas prometeu aos comerciantes ajuda para reconstruir o que foi danificado.

Como foi a votação no Parlamento

Ao todo, 199 dos 300 parlamentares gregos apoiaram o projeto de austeridade, mas 43 deles –de dois partidos do governo do primeiro-ministro, os socialistas e conservadores– rebelaram-se ao votarem contra. Eles foram imediatamente expulsos de suas legendas.

A lei estabelece um corte orçamentário extra de 3,3 bilhões de euros apenas para este ano.

Difícil missão do premiê

Papademos, um tecnocrata que caiu de paraquedas na crise, condenou a pior onda de protestos desde 2008, quando a violência assolou a Grécia por semanas após a polícia atirar num estudante de 15 anos.

“Vandalismo, violência e destruição não têm lugar num país democrático e não serão tolerados”, afirmou ele ao Parlamento conforme preparava a votação.

Mas ele admitiu que será difícil impor as medidas de auteridade sobre a nação, já golpeada por vários anos de cortes.

“A total, oportuna e eficaz implementação do programa não será fácil. Estamos totalmente cientes de que o programa econômico significa sacrifícios de curto prazo para a população grega”, disse Papademos.

Pressão da União Europeia e do FMI

A União Europeia (UE) e o FMI afirmaram que eles tiveram promessas quebradas o suficiente e os empréstimos serão liberados somente com o compromisso claro de líderes políticos gregos de que vão implementar as reformas, independente de quem vença as eleições a serem realizadas provavelmente em abril.

A Alemanha, tesoureira da zona do euro, aumentou a pressão no domingo. “As promessas da Grécia não são mais suficientes para nós”, afirmou o ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, em uma entrevista publicada no jornal Welt am Sonntag.

“A Grécia precisa fazer a sua lição de casa para se tornar competitiva, seja em conjunção com um novo programa de resgate ou por outra rota que nós realmente não queremos tomar.”

Quando questionado se outra rota significava sair da zona do euro, Schaeuble disse: “Está tudo nas mãos da Grécia. Mas até mesmo nesse evento (a Grécia deixar a zona do euro), eles continuarão fazendo parte da Europa.”

(Com informações de Reuters, Efe e France Presse)

 

Fonte: Uol Economia

FMI reconhece falhas no plano de socorro da Grécia

ATENAS, 1 Fev 2012 (AFP) -O chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) encarregado de vigiar o saneamento orçamentário da Grécia, Poul Thomsen, reconheceu erros na gestão do assunto e defendeu a priorização das reformas em detrimento do aperto fiscal, em uma entrevista publicada nesta quarta-feira pelo jornal grego Khatimerini.

“A adaptação orçamentária foi feita de forma exagerada através do aumento dos impostos; deveríamos ter nos concentrado mais na limitação dos gastos”, afirmou Thomsen.

“Ainda há muito por fazer, mas a Grécia já avançou muito”, disse, afirmando compreender o mal-estar dos gregos ante aqueles que os acusam pelo marasmo econômico atual.

Thomsen disse estar “inquieto” ante o agravamento da recessão provocada pelas medidas de rigor, que incluem cortes do gasto público, cortes salariais e altas dos impostos.

“Temos que diminuir um pouco o ritmo do saneamento orçamentário e avançar mais rápido na aplicação das reformas”, afirmou.

Thomsen disse ainda que apoia especialmente a redução de salários no setor privado, uma medida que segundo o FMI tornará a economia mais competitiva, mas que, segundo os gregos, poderá comprometer ainda mais o consumo e a atividade.

O funcionário do Fundo defendeu a redução do salário mínimo – apesar da forte oposição dos sindicatos a essa medida – afirmando que os 751 euros brutos mensais são superiores em 35% ao salário de Portugal e em 20% ao da Espanha.

Apesar das reservas gregas sobre estas exigências, Thomsen considerou que as negociações com o governo grego para acordar o novo plano de saneamento fiscal do país serão concluídas em alguns dias.

 

Fonte: AFP

Crise europeia: Fed descarta emprestar fundos ao FMI

WASHINGTON, 25 Jan 2012 (AFP) -O presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, descartou nesta quarta-feira que a instituição empreste dinheiro ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para permitir que este possa ajudar mais países no caso de uma deterioração da crise europeia.

“Não penso que seja responsabilidade do Fed”, disse Bernanke durante coletiva de imprensa em Washington, em resposta à pergunta de um repórter sobre se o Fed está disposto a emprestar mais dinheiro ao FMI com este fim.

Segundo Bernanke, “esta é uma decisão que diz respeito, em primeiro lugar, ao Tesouro e ao governo, antes de passar pela aprovação do Congresso”.

O FMI está tentando aumentar seus recursos para empréstimos potenciais de até 500 milhões de dólares com o objetivo de poder apoiar Estados-membros que precisem de assistência caso piore a crise da dívida da Europa.

Até o momento apenas recebeu um compromisso para fornecer 150 milhões de euros, enquanto os Estados Unidos se excluíram.

Entre os Estados-membros que contribuíram para um aumento dos recursos do FMI acertados em 2009, alguns optaram por um empréstimo de seus bancos centrais, como Itália, Portugal e Bélgica, e outros por um empréstimo do Estado, como Estados Unidos, França e Japão.

 

Fonte: AFP