Recessão na Itália é confirmada oficialmente

Roma, 12 mar (EFE).- O Instituto Nacional de Estatística italiano (Istat) confirmou nesta segunda-feira os dados preliminares do mês passado nos quais se anunciava que a Itália tinha entrado oficialmente em recessão, quando seu Produto Interno Bruto (PIB) no quarto trimestre de 2011 se contraiu 0,7% em relação ao trimestre anterior.

Se forem comparados dados anualizados, o PIB italiano caiu 0,5% no quarto trimestre de 2011 em relação ao mesmo período do ano anterior.

Desta maneira, a Itália volta a entrar em recessão, da qual tinha saído no segundo trimestre de 2009.

O PIB italiano já tinha caído 0,2% no terceiro trimestre de 2011 (julho a setembro) em relação ao segundo trimestre do mesmo ano, de acordo com os dados do Istat.

O crescimento do PIB em 2011, segundo o Istat, foi de 0,5%, frente a 1,4% registrado em 2010.

A única correção frente ao comunicado anterior foi que as previsões do Istat para 2012 apontam para que, no caso de não se experimentar nenhuma variação conjuntural, o PIB se contrairá 0,5%, enquanto se tinha falado de 0,6% nos dados preliminares.

As estimativas do Governo eram de uma contração em 2012 de 0,4%.

Por outro lado, o Banco da Itália no boletim econômico relativo aos dados de dezembro de 2011, que foi publicado hoje, informou que a dívida italiana em 2011 cresceu 2,98%.

 

Fonte: EFE

Bolsas, Itália, ministro do trabalho, Moody’s e outros destaques

 

Mercado hoje: Bolsas, euro e petróleo avançam com Itália

As ações europeias sobem pelo sexto em sete dias antes da apresentação pelo governo da Itália de um plano de austeridade de US$ 40 bilhões. O euro avança antes de encontros de líderes esta semana para discutir uma solução para a crise europeia. O petróleo se valoriza. A semana abre hoje com a pesquisa Focus e ainda terá, a partir de amanhã, divulgações do Produto Interno Bruto, inflação e ata do Comitê de Política Monetária.

Petrobras quer fazer captação externa em libras, diz fonte

A Petróleo Brasileiro SA quer vender títulos denominados em libras com vencimento em 15 anos, disse um banqueiro envolvido na operação. Os papéis podem ter rendimento entre 370 e 375 pontos-base acima dos títulos ingleses conhecidos como gilts, disse o banqueiro. O BB Securities, Bradesco BBI, Credit Agricole SA, Deutsche Bank AG, HSBC Holdings Plc e o Banco Santander estão coordenando a venda.

Corrupção derruba o sexto ministro de Dilma Rousseff

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, renunciou ontem à noite ao cargo em meio a acusações de conduta imprópria. Ele foi o sexto ministro a deixar o governo da presidente Dilma Rousseff desde junho, depois de recomendação da Comissão de Ética Pública de exonerá-lo e de novas denúncias publicadas pela imprensa nos últimos dias.

Itaú derruba Citi e Rothschild do topo dos rankings de bancos

O Banco Itaú BBA SA assumiu a primeira posição entre os bancos de investimento nos rankings de fusões e aquisições e emissões de ações, derrubando estrangeiros como Citigroup Inc., Rothschild e Credit Suisse Group AG. O Itaú BBA, o braço de atacado do maior banco da América Latina por valor de mercado, tirou o Rothschild da liderança em fusões e aquisições com 27 transações que totalizaram US$ 35,4 bilhões.

Moody’s: Estímulos do Brasil são positivos para o crédito

As medidas de incentivo adotadas pelo Brasil na semana passada com vistas a estimular o crescimento econômico através de maior demanda doméstica e a atração aos fluxos de capital vão dar suporte à nota de crédito do País, disse a Moody’s Investors Service.

Acionistas da Ternium perdem com compra de fatia na Usiminas

Nunca foi tão caro ser dono de ações de siderúrgicas brasileiras. Na semana passada, o Grupo Techint, por meio de suas unidades Ternium SA e Tenaris SA, fechou um acordo para pagar R$ 5,03 bilhões por uma fatia de 27,7 por cento do capital votante da Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais SA, a segunda maior do País.

Laep: Yorkville cortou participação para 4,77% de ações classe A

A Laep Investments LTD. disse que a Yorkville Advisors Consultoria Ltda. reduziu sua participação na empresa para 4,77 por cento das ações classe “A”, segundo comunicado enviado sexta-feira à Comissão de Valores Mobiliários.

PF investiga possível vazamento de decisão do Copom, diz Veja

A Polícia Federal e a Comissão de Valores Mobiliários estão investigando se algumas instituições tiveram acesso a informação privilegiada na decisão do Comitê de Política Monetária no dia 31 de agosto, de acordo com a revista Veja, que não revelou como obteve a informação.

Fonte: Bloomberg

Itália, Bolsas, etanol, Focus e outros destaques

Temasek e Advent negociam compra do Sem Parar, dizem fontes

A Temasek Holdings Pte, fundo soberano de Cingapura, o Advent International Corp. e pelo menos três outros investidores negociam a compra do controle da STP – Serviços & Tecnologia de Pagamentos SA, a dona do Sem Parar e do Via Fácil, disseram duas pessoas a par das conversas.

Mercado hoje: Ibovespa cai com previsão de PIB menor e Itália

O Ibovespa caiu pelo quarto dia em cinco pregões com a redução das previsões de expansão da economia brasileira e acompanhando a baixa das bolsas externas. O dólar subiu diante do real, do euro e outras moedas após leilão de títulos da Itália ter renovado a preocupação dos investidores com a crise europeia.

ArcelorMittal ajusta projetos no Brasil devido à crise do euro

A ArcelorMittal Brasil SA está ajustando seus projetos no Brasil devido à crise da Zona do Euro e ao crescimento menor do que o esperado da demanda por aço, disse o presidente da unidade, Benjamin Baptista Filho, em entrevista hoje no Rio de Janeiro. A demanda por aço no Brasil deve crescer menos do que o esperado e empresa está suspendendo um investimento de US$ 300 milhões para expansão em Santa Catarina, disse o executivo.

Fup: Greve na Petrobras atrasará pelo menos uma semana

Uma potencial greve na Petróleo Brasileiro SA que estava prevista para começar no dia 16 atrasará pelo menos uma semana, segundo a Federação Única dos Petroleiros. Assembleias durante esta semana decidiram sobre a greve, disse a assessora de imprensa da FUP Alessandra Murteira em entrevista por telefone do Rio.

Cemig informa R$ 657 mi de lucro líquido no terceiro trimestre

A Companhia Energética de Minas Gerais, ou Cemig, informou em comunicado lucro líquido de R$ 657 milhões no terceiro trimestre.

JBS informa prejuízo líquido de R$ 67,5 mi no terceiro tri

A JBS SA informou em comunicado prejuízo líquido de R$ 67,5 milhões da controladora no terceiro trimestre ante lucro de R$ 143,4 milhões no mesmo período do ano passado. No consolidado, o prejuízo no terceiro trimestre deste ano foi de R$ 182,7 milhões, segundo o comunicado.

Marfrig sobe com aposta de que nova estratégia pode elevar lucro

Marfrig Alimentos SA, segunda maior processadora de carnes da América Latina, tem a maior alta em dois dias desde 2007 com especulações de que a estratégia da empresa de vender unidades com baixa margem de lucro pode elevar seus ganhos. As ações subiam 7,7 por cento às 15h53 para R$ 7,92 na BMF&Bovespa.

Vale quer reduzir participação na CSU para 20%

A Vale SA, maior produtora mundial de minério de ferro, negocia com vários possíveis parceiros a venda de uma participação na siderúrgica CSU e pode chegar a um acordo até o primeiro trimestre de 2012, disse Aristides Corbellini, diretor do negócio aço da Vale.

BB lidera ganhos entre bancos após alívio do crédito por BC

O Banco do Brasil SA teve a maior alta em mais de duas semanas, liderando os ganhos do setor financeiro na bolsa, depois que o Banco Central reduziu as restrições ao crédito ao consumidor em uma tentativa de estimular o crescimento da economia brasileira. As ações do Banco do Brasil subiam 4,1 por cento para R$ 25,47 às 13:33, a maior alta intraday desde 27 de outubro.

Usiminas negocia fornecimento de minério para empresas da Ásia

A Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais SA, segunda maior produtora de aço do Brasil, está em negociação com empresas da China e de outros países asiáticos para fornecer minério de ferro, disse hoje o presidente da empresa Wilson Brumer. A empresa pretende exportar 6 milhões de toneladas de minério de ferro em 2013 e espera assinar acordos de fornecimento ao longo do próximo ano, disse Brumer em entrevista durante evento.

Vanguarda elege Sergio Malacrida diretor financeiro

Vanguarda Agro SA disse em comunicado que seu conselho elegeu hoje Sergio Augusto Malacrida Júnior para diretor executivo financeiro.

Futuros de etanol em nível recorde enquanto EUA batem Brasil

Os preços do etanol atingem valores recordes nos Estados Unidos com o aumento da demanda, do Brasil à Holanda, pelo combustível à base de milho elevando as exportações a níveis históricos. Os preços atingiram US$ 2,79 o galão no dia 3 de novembro, o maior já registrado para um mês, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.

Focus tem 4ª semana de corte em projeções para inflação de 2012

Os economistas que cobrem a economia brasileira voltaram a reduzir suas estimativas para inflação, crescimento econômico e juro básico, após o índice referencial de preços desacelerar pela primeira vez em 14 meses em outubro e a crise de dívida europeia ter chegado à Itália.

 

Fonte: Bloomberg

 

Queda nos índices com o aumento dos temores sobre a crise Européia – Dow Jones

Análise fundamentalista

O índice Dow Jones encerra a segunda-feira em queda. Temores sobre a crise na Europa ainda ditam o movimento nos mercados.

Os rendimentos dos bônus na França, Itália e Espanha tiveram altas consideráveis em relação á semana passada, o que indica maior preocupação desses países se auto financiarem.

Análise técnica

Mercado ainda sem tendência clara definida. Quebrou ontem uma forte resistência a 12131.34, que já havia tentado quebrar por 3 vezes dentro desse mês e não teve força, porém não se manteve acima dessa linha. Possível reversão.

Aguardar nova consolidação para buscar targets.

 

Renúncia de Berlusconi abre nova era na política italiana

Roma, 13 nov (EFE).- A renúncia de Silvio Berlusconi ao cargo de primeiro-ministro e a escolha do neoliberal Mario Monti para formar um novo governo na Itália pode pôr fim a uma era, na qual os privilégios de uma classe e a crise econômica e administrativa faziam parte da política do país.

O alerta à Itália sobre sua situação, tanto no plano econômico como no político, veio de outros países europeus, devido à incapacidade de reação de Berlusconi. Na Europa, havia muita desconfiança em relação ao premiê, que entrou com maioria no Parlamento e contou com grande popularidade até que seus escândalos sexuais o fizeram perder todos os apoios.

Sempre de acordo com a União Europeia (UE), o presidente da República Giorgio Napolitano foi o gestor da transição política, que sugeriu o nome do prestigiado economista italiano Mario Monti para liderar um governo tecnocrata que realize as profundas reformas de das quais o país precisa, por ter uma dívida pública de 120% do PIB.

As reformas exigidas pela UE ao governo italiano, contidas na chamada “maxi emenda”, além de tardias e mornas, são insuficientes para frear a crise financeira que debilita o país, disse à Agência Efe o analista econômico Franco Scaramuzzi.

“Gastamos mais do que podíamos porque o sistema do país é extremamente caro, já que os gigantescos obsoletos setores público e administrativo, nos quais há duplicidade de entes e organismos, ficam com grande parte dos impostos e, portanto, gasta-se mais do que se investe”, disse.

Segundo Scaramuzzi, o Estado tem enorme presença nos setores produtivos mais estratégicos, criando assim grande vinculação de interesses. Berlusconi limitou-se a seguir uma política estabelecida nos anos 1980, nunca gerou fortes mudanças, e também na oposição – sustenta Scaramuzzi – há muita demagogia na hora de se colocar em acordo quanto aos temas sociais.

Em uma visão radicalmente oposta à dos tradicionais partidos políticos italianos está Mario Monti, a quem os próprios analistas tacham de anti-italiano e de anglo-saxão, por seu estilo ponderado.

Monti já falou com bastante seriedade de sua missão: “Não nego, temos um trabalho enorme pela frente. A Europa e a comunidade internacional pedem à Itália que faça o que qualquer país deveria fazer por si só, ou seja, crescer”, disse.

Para o ex-comissário europeu, não deve haver “muitas divergências intelectuais”, em relação aos intermináveis debates parlamentares sobre cada uma das propostas econômicas do governo. “O crescimento, que talvez representa, com a dívida, o primeiro problema da Itália, é o elemento que com maior força marca, em anos, a distância que nos separa dos países mais fortes da UE, e em primeiro lugar da Alemanha”.

Monti deixou claro qual deve ser o principal foco do desenvolvimento: “O crescimento não deve se utilizar do recurso da dívida, mas da eliminação dos obstáculos que até agora nos frearam”. Segundo ele, são necessárias “reformas estruturais para eliminar os privilégios que hoje têm quase todas as categorias sociais”.

De acordo com o neoliberal que tomará o lugar de Berlusconi, é necessária um maior envolvimento do país no eixo franco-alemão contra a crise, o que segundo ele é de interesse de todos, sobretudo da Itália. Caso se tornem realidade as intenções de Monti, elas abririam uma nova era na modernização política e econômica do país.

 

Fonte: EFE