PIB do Japão cai 2,3% entre outubro e dezembro de 2011

Tóquio, 13 fev (EFE).- O Produto Interno Bruto (PIB) do Japão, terceira maior economia mundial, caiu 2,3% a ritmo anual entre outubro e dezembro de 2011, informou nesta segunda-feira (data local) o Governo japonês.

Em relação ao trimestre anterior o crescimento da economia japonesa caiu 0,6%, segundo os dados preliminares divulgados pelo Gabinete.

A baixa está acima da prevista pelos analistas, que apontavam para uma queda próxima a 1,4% a ritmo anual e de 0,4% em relação ao trimestre anterior.

O Governo atribuiu parte do retrocesso aos efeitos das inundações na Tailândia, que representaram um revés para as empresas japonesas com produção naquele país, entre elas as do potente setor do motor.

A economia japonesa também foi afetada entre outubro e dezembro pela valorização do iene frente ao euro e ao dólar, que prejudica as exportações do Japão, assim como pela fraqueza da demanda externa no meio da crise de dívida na Europa e a incerteza econômica global.

No trimestre anterior, o PIB japonês tinha registrado um crescimento de 5,6% a ritmo anual e de 1,7% frente ao período abril-junho graças à melhora das exportações e da produção, o que representou então o primeiro avanço da economia após três trimestres de contração.

O consumo privado, que representa cerca de 60% do PIB, cresceu entre outubro e dezembro 1,2% anualizado e 0,3% frente ao trimestre anterior, segundo os dados preliminares, que refletem uma alta menor do que a esperada pelos analistas.

A difusão do dado do PIB coincidiu com o início da reunião mensal de dois dias da junta do Banco do Japão (BOJ, banco central japonês) para analisar sua política monetária e decidir sobre as taxas de juros, que se espera se mantenham entre 0% e 0,1%.

No final de janeiro o BOJ revisou para baixo sua previsão do PIB para o ano fiscal 2011, que termina em 31 de março, e previu uma contração de 0,4%, frente ao crescimento de 0,3% estimado inicialmente.

 

Fonte: EFE

Japão registra seu primeiro déficit comercial em 31 anos

O Japão registrou em 2011 um déficit comercial de 2,49 trilhões de ienes (US$ 32 bilhões) devido ao arrefecimento das exportações e à persistente valorização do iene, em seu primeiro saldo negativo em mais de 31 anos.

Em 2011, a balança comercial registrou queda de 2,7% nas exportações, a 65,55 trilhões de ienes (US$ 842 bilhões), informou o governo japonês nesta quarta-feira.

Já as importações aumentaram 12%, a 68,05 trilhões de ienes (US$ 874 bilhões), segundo o relatório preliminar apresentado pelo Ministério das Finanças.

A última vez que o Japão registrou déficit em sua balança comercial foi em 1980, naquela vez arrastado pela crise do petróleo que elevou suas importações de energia.

O déficit de 2011 se deve ao menor ritmo das exportações, muito afetadas pelo terremoto e tsunami de março de 2011, que paralisou as cadeias de provisões, e pelas graves inundações na Tailândia, nas quais muitas fábricas japonesas, sobretudo as montadoras, foram danificadas.

Além disso, a complexa situação da economia global e a valorização do iene, em seu máximo histórico frente ao euro, afetam os principais exportadores, um pilar que sustenta cerca de 40% da economia japonesa.

Com relação ao mês de dezembro, o Japão registrou um déficit de 205,1 bilhões de ienes (US$ 2,63 bilhões), o que representa o terceiro mês consecutivo de queda e o mais longo período negativo desde os dados emitidos entre outubro de 2008 e janeiro de 2009.

As exportações em dezembro caíram 8%, a 5,62 trilhões de ienes (US$ 72,1 bilhões), enquanto as importações avançaram 8,1%, a 5,82 trilhões de ienes (US$ 74,7 bilhões), sobretudo pela maior compra de energia.

Por outro lado, o Banco do Japão reduziu na terça-feira suas previsões para o ano fiscal de 2011, que termina em março, e advertiu que o PIB se contrairá 0,4%.

 

Fonte: EFE

Banco Central japonês se reúne para discutir taxas de juros

Tóquio, 15 nov (EFE).- O Banco do Japão iniciou nesta terça-feira sua reunião mensal de dois dias para analisar as taxas de juros e avaliar o impacto do fortalecimento do iene na economia, pouco mais de duas semanas depois da intervenção no mercado de divisas para desvalorizar a moeda.

A expectativa é que a junta de política monetária do Banco deixe os juros no baixíssimo nível entre 0% e 0,1% no qual se encontram desde outubro passado para potencializar a recuperação da economia japonesa.

No último dia 31 de outubro, o Banco do Japão, em nome do Ministério das Finanças, interveio no mercado de divisas com uma operação estimada em entre 7,5 e 8 trilhões de ienes (cerca de R$ 180 milhões) para desvalorizar a moeda.

O iene ronda há meses níveis máximos frente ao dólar e o euro, já que muitos investidores a consideram uma moeda “refúgio” em relação às moedas americana e europeia.

A intervenção de outubro foi a quarta em pouco mais de um ano e a segunda em apenas três meses, mas nenhuma destas operações conseguiu uma desvalorização duradoura do iene, cujo fortalecimento prejudica seriamente os exportadores japoneses.

Os nove membros da junta do Banco do Japão também examinarão o ambiente empresarial e o impacto da instabilidade nos mercados financeiros por causa da crise de dívida na Europa, de acordo com a agência local “Kyodo”.

Os analistas estimam que a situação dos mercados externos desponta como uma das principais ameaças para a economia japonesa que, entre julho e setembro, mostrou uma forte recuperação ao crescer 6% no ano e 1,5% em comparação com o trimestre anterior, conforme dados preliminares divulgados ontem.

 

Fonte: EFE

Bolsas, Japão, Dólar e outros destaques

Captações externas do País perdem para México depois de recorde

O volume de captações externas de empresas brasileiras está abaixo das emissões corporativas mexicanas há quatro meses seguidos, algo que não ocorria há três anos. As companhias brasileiras estão bem capitalizadas depois de atingirem um recorde em captações no início do ano.

Mercado hoje: Bolsas caem, dólar sobe; Japão intervém no iene

As ações internacionais caem com investidores aguardando detalhes do fundo anticrise da Europa. O iene chegou a cair mais de 4 por cento após o Japão intervir no câmbio. A alta do dólar, que também ocorre diante do euro e outras moedas, ajuda a derrubar as commodities.

Ativos do JPMorgan no Brasil crescem 40% em dois meses

As compras de títulos do Tesouro brasileiro pelo JPMorgan Chase & Co. contribuíram para que os ativos do banco no País subissem 40 por cento num perído de dois meses. Os ativos da subsidiária brasileira do banco americano subiram de R$ 16,2 bilhões em 30 de junho para R$ 22,5 bilhões em 31 de agosto, disse Claudio Berquo, presidente do banco no Brasil, em uma entrevista em São Paulo.

Governo reduz Cide e compensa alta de combustíveis por Petrobras

O governo reduziu a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico, a Cide, para gasolina e diesel, o que vai compensar um reajuste de preços anunciado pela Petróleo Brasileiro SA. A medida pode ajudar o Banco Central a terminar 2011 com inflação dentro da faixa de tolerância da meta. A Cide será reduzida de R$ 0,192 por litro para R$ 0,091 por litro para a gasolina.

Brasil quer ajudar Europa por meio do FMI, diz fonte

O governo brasileiro pode ajudar os países da União Europeia a saírem da crise fiscal que enfrentam se esse auxílio for dado por meio do Fundo Monetário Internacional, disse uma fonte do governo com conhecimento das negociações.

Metalúrgicos de SP aprovam greve a partir de 7 de novembro

Os trabalhadores metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes aprovaram entrar em greve a partir do dia 7 de novembro, caso os empregadores não apresentem uma proposta de reajuste salarial “satisfatória”, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes.

Lojas Renner é rebaixada para ‘equalweight’ pelo Morgan Stanley

A Lojas Renner SA teve sua recomendação rebaixada de “overweight” para “equalweight” pelo Morgan Stanley.

Autoban aprova emissão de até R$ 1 bi em notas promissórias

A Concessionária do Sistema Anhanguera-Bandeirantes SA, unidade da CCR SA, aprovou em 28 de outubro a emissão de até R$ 1 bilhão em notas promissórias com vencimento em um ano, segundo comunicado ao mercado.

BR Malls: Lucro cai 90% no terceiro trimestre com alta do dólar

A BR Malls Participações SA, maior administradora de shopping centers do País, disse que seu lucro líquido do terceiro trimestre caiu 90 por cento na comparação anual, após ter sido “fortemente impactado” pelo câmbio. O lucro líquido da companhia caiu para R$ 9,33 milhões, de R$ 90 milhões no mesmo período do ano passado, segundo comunicado enviado ao mercado em 28 de outubro.

 

Fonte: Bloomberg

Japão intervém no câmbio para conter a alta do iene

Tóquio – O governo japonês lançou uma nova rodada de intervenções no mercado de câmbio nesta segunda-feira, a fim de limitar a seguida valorização do iene. A compra de dólares foi confirmada cerca de 20 minutos depois de ter ocorrido, pelo ministro das Finanças, Jun Azumi, mas ele não confirmou a amplitude da operação. A intervenção empurrou o dólar para 78,95 ienes, de cerca de 75,65 ienes antes da medida.

Foi a primeira vez desde 4 de agosto que o Japão entrou no mercado para enfraquecer o iene. A medida veio depois de o dólar ter caído para a menor cotação diante do iene no pós-guerra, a 75,31 ienes no começo das negociações cambiais na Ásia.

Autoridades do governo japonês e líderes empresariais manifestaram repetidamente profunda preocupação com a força do iene e o dano que isso poderia causar à economia, prejudicando as exportações e intensificando a deflação. O governo implementou recentemente uma série de medidas destinadas a mitigar o efeito da alta do iene, mas grandes exportadores aumentaram a pressão sobre Tóquio para fazer mais pelo enfraquecimento da moeda.

 

Fonte: AE-Dow Jones